Não sei nem por onde começar a falar sobre o documentário. É triste ver que existem pessoas que pensam como as entrevistadas. A visão de mundo delas no geral é bem limitada, parece que as coberturas se tornam bolhas e seus moradores realmente isolados de todo o resto e distantes até mesmo do que está localizado a poucos metros.
O que achei mais marcante foi a falta de sensibilidade dos entrevistados ao falarem sobre quem vive em situação socioeconômica menos favorecida, principalmente a da mulher que falou sobre o tiroteio entre gangues como se fosse algo bonito de se ver e não como uma situação triste em que morrem pessoas e mais pessoas, inclusive inocentes. Outro ponto citado pela mesma mulher e que me deixou revoltada foi o que ela disse sobre a construção dos barracões em encostas, como se fosse uma escolha dos moradores desses locais desmata-los para construir suas moradias.
Outra coisa que me deixou extremamente indignada foi o que o estudante de direito disse sobre a relação entre ensino superior e consciência política. Da maneira em que ele colocou é como se todos tivessem igual oportunidade de entrar em uma Universidade e fosse uma escolha do indivíduo não fazer faculdade. Além de que ele considera que quem não cursa uma graduação é inferior à aqueles que tem a oportunidade de cursar.
E é claro que eu não podia deixar de citar o quão ridículo achei o que o homem dono de uma Casa Noturna falou sobre usufruir das mulheres mais bonitas, como s as mulheres fossem meramente objetos assim como os outros citados por ele.
Ademais, uma coisa que eu não havia percebido enquanto assistia o documentário e que após a discussão com alguns colegas percebi é a visão estereotipada de Brasil que a senhora francesa possui. Isso fica claro quando ela diz que o reveillon de Copacabana não deveria ser um show de fogos de artifício, mas sim de macumba, pois dessa forma seria uma representação legítima da cultura brasileira.
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